Este blog está encerrado.

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boa acção do dia

Disse à senhora da caixa do supermercado que ainda vivemos em democracia.

hoje, enquanto subia a rua, cantei o hino nacional

O parcimonioso Sampaio fez o que Soares chegou a ameaçar fazer durante a segunda maioria absoluta de Cavaco. Paciência de santo não atura Santana.

ando a pensar nisto

direitos de autor

Tenho de ir amanhã à Secretaria do Tribunal pedir o devido por duas palavras.

uma da manhã (hey) coimbra

Os candidatos discutem na rádio. Os que sabem que vão perder dizem coisas bem mais interessantes do que os que não sabem se vão ganhar. A Associação Académica de Coimbra ainda é um fiel retrato concentrado da sociedade a que pertence.

pergunta

Hoje, no Público, pág. 25, diz-se que "Portugal deve apostar no leite de cabra e ovelha". Na pág. 31, um outro título afirma que "Santana Lopes autoriza governante a debater alternativa nuclear".
Será tudo uma grande conspiração para gerar mais tetas no gado?
A política tem destes ridículos: para não ferir susceptiblidades (nem prejudicar alianças), prefere-se a suspensão da aplicação de uma lei à alteração dessa mesma lei. Será que Portugal tende, não só para a saudade, mas também para o remendo?

o aniversário #6 e último

E pronto. Feliz aniversário, A Peste.

o aniversário #5: os temas

A Peste nasceu sem temática definida e nunca teve problemas com isso. Duas tendências notam-se: um maior teor de intimidade inicial foi suprimido ao longo do tempo, talvez por me convencer que pouco havia de interessante na intimidade, talvez porque quis guardar mais coisas minhas para mim; os posts sobre cinema diminuíram em quantidade a partir do momento em que comecei a escrever para o Série B e recomecei as críticas cinematográficas n' A Cabra. Ao mesmo tempo, aumentaram os posts sobre política e, principalmente após a leitura do "The Weblog Handbook", posts com links julgados interessantes.

Em súmula, o blog serviu-me como instrumento de reflexão cultural e política, ou seja, como ferramenta de exercício de discussão enquanto cidadão.

Séries como a Meanings of Life, que resgatou as minireflexões sobre intimidade (na mesma linha da "Noite" d'o Aviz), mantiveram-se durante um ano de muitas ou poucas imagens, muitos títulos ou menos títulos, semanas exclusivamente dedicadas à Imprensa ou ligadas a televisão. Mas, no essencial, a minha ideia sobre o que o blog é manteve-se inalterada.

o aniversário #4: o design

O design d' A Peste acompanhou, e continua a acompanhar, o meu conhecimento amadorístico do código do template do Blogger.

Este blog começou por ser Bluebird, mas cansei-me rapidamente do template pré-designado e comecei a aventurar-me na sua alteração. O principal modelo, que ainda admiro pela limpeza eficaz, é o Rebecca's Pocket, que inspirou obviamente o Courier New dos posts (apesar de a própria Rebecca Blood o ter já alterado para Arial). Devo dizer que nunca instalei um novo código, apenas fui alterando o do Bluebird, pacientemente e através de um método de tentativa e erro, prática sobre a qual escrevi.

A partir de dada altura, e com a predominância que o Courier ia ganhando, foi lógico assumir a herança dos caracteres de máquina de escrever, lembrando assim o jornal de parede que fazia na minha casa quando era criança. Por isso, o título do blog passou a ser uma imagem alusiva a papel dactilografado e os títulos dos posts passaram a imitar a cor vermelha das velhas fitas bicolores. Aliás, confesso desde já que a imagem do título é uma dactilografia falsificada: resulta da digitalização, não dos caracteres de uma máquina de escrever, mas dos caracteres Courier New de uma folha impressa a partir de um computador. É assim o resultado final de uma linha de imagens que, por mais ou menos tempo, ocuparam o lugar do título.

o aniversário #3: as leituras

Ao longo do tempo, a minha atenção a blogs pessoais mudou gradualmente até atingir o acompanhamento de vários blogs sobre política, o que poderá ter explicação no conturbado ano político (nacional e internacional) que passou.

Logo desde o início do blog, espantava-me a ineficácia de grandes listas de blogs ou links preferidos que via nalguns dos blogs que lia. Por vezes continua a espantar-me e, na medida do possível, tentei evitar a tentação de criar algo semelhante n' A Peste. No entanto, a promessa inicial de não ultrapassar 10 links na barra lateral foi rapidamente quebrada. Tentei uma solução gráfica diferente para a organização (os links, em vez de dispostos como alíneas, um por um, seguiam-se uns aos outros em horizontalmente, como uma escrita normal, sendo separados por pequenas barras, ou seja, |abrupto|) que, apesar de ter sido um traço particular do blog durante bastante tempo, perdeu utilidade com o aumento do número de links.

No entanto, foi raro o blog que eu deixei de acompanhar, se não a partir do momento em que o descobri, pelo menos a partir do momento em que ele passou pela minha barra lateral, pois mesmo aqueles que dela saíram entraram para a minha conta no kinja, outro útil instrumento.

talvez isto já seja um bocadinho demais


(anúncio na página 17 do Público de ontem)

o aniversário #2: os leitores

Nunca me preocupei muito com dar grande visibilidade ao blog, pelo menos, no que toca a número de visitantes ou de ligações. Ou melhor: embora sendo com certeza algo de agradável e até desejável (quem não gosta de ser lido, ouvido, considerado?), nunca foi algo de que eu fizesse depender a continuidade do blog. O que quis mais foram links vivos, ou seja, de comentário ou resposta, que sempre preferi a links de arquivo em barras laterais, que, embora obviamente lisonjeadores, não me permitem, digamos, participar. Em suma, A Peste surgiu como um repositório de ideias que procura ser um trampolim para novas ideias. De modo a poder controlar os links que iam sendo feitos ao meu blog por outros ao longo do tempo, instalei o Technorati que, apesar de um ou outro problema que hoje parecem resolvidos, revelou-se uma ferramenta útil.

Ainda antes já tinha instalado o Site Meter, mas ainda hoje não estou certo sobre se não teria sido melhor instalar o Extreme Tracking ou o Nedstat. Talvez alguém com a experiência destes outros serviços se possa pronunciar. Seja como for, o Site Meter não desiludiu, apesar de muitas vezes me ter interrogado sobre quem poderia ser o misterioso visitante(s) da América ou da Índia/Rússia...

Comecei A Peste pensando-o como um pequeno sítio pessoal na Internet, um lugar onde poderia escrever os pensamentos pequenos e as opiniões fugazes que, surgidas sem ambição de perenidade, também não perdem nada em ser lembradas. Para algo de propensão tão pessoal e para um autor que não é célebre e que tem uma noção de quem o lê que chega quase ao individual, uma média de cerca de 20 visitas e 40 vistas de páginas diárias não é nada má. Stay tuned.

o aniversário #1

No dia 18 de Novembro de 2003, alguns meses depois de um verão em que os blogs começaram a ser assunto de imprensa escrita, achei que tinha passado o período de cautela necessário para evitar esforços destinados ao fracasso e, sem muitas apreensões, publiquei o meu primeiro post. Então, as minhas leituras preferidas na internet passavam diariamente pelo Dicionário do Diabo de Pedro Mexia, pelo Aviz de Francisco José Viegas e pouco mais (depois descobri o agora extinto Santa ignorância, de onde dois grandes amigos me deram um grande empurrão). Entusiasmado, comecei ainda o Série B com dois comparsas cinéfilos, sendo que da minha conta do Blogger constam ainda dois blogs que considero "instrumentais", um para reunir textos esparsos que me chamam a atenção e outro para me manter em contacto com os colegas de curso, dispersos pelo país depois da licenciatura.

Conto publicar nos próximos dias reflexões sobre a evolução deste blog e sobre o modo como tenho considerado a minha condição de blogger.

televisão no fim da tarde

O programa Quinta das Celebridades apresenta uma originalidade em relação ao rapidamente esgotado modelo do "reality show" tipo Big Brother: os participantes já não são "concorrentes", pois, como anunciam as capas das revistas de televisão, são "contratados" e podem ser "despedidos". Ou seja, eles são trabalhadores, mais propriamente actores que desempenham um papel num programa televisivo de entretenimento - e não num concurso -, o que os põem mais ou menos ao mesmo nível, por exemplo, dos actores que protagonizam os interlúdios de comédia no 1,2,3. O curioso nisto é o facto de que a personagem que eles assumem é a criada por eles próprios na imprensa cor-de-rosa e não uma criada no contexto de uma narrativa. Por outras palavras, a Quinta das Celebridades é um programa de plástico feito por pessoas de plástico, actores de um só papel, que é o de si próprios. O que, por seu lado, significa que qualquer dia, não tarda nada, a Mattel ou semelhante começa a comercializar os bonecos do Castelo Branco, do Frota, da Cinha e quejandos. Alguém duvida?

pelo fim do dia

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meanings of life

Reconheceu-o anos mais tarde, era o quebranto que ele via em olhos adultos: fez-se homem a conhecer o engano.

Pela não-realização da Queima das Fitas

(artigo publicado na edição de hoje do jornal A Cabra)

Na Assembleia Magna de passado dia 27, uma moção pela não realização da Queima das Fitas obteve voto favorável. Com elevado simbolismo, esta votação teve efeito meramente indicativo, já que apenas o Conselho de Veteranos pode decidir com carácter final sobre a Queima das Fitas. É hora de reflectir sobre as eventuais vantagens deste tipo de protesto ser aprovado neste momento.

Primeiro, a sempiterna questão da opinião civil sobre os estudantes: são bêbados que não estudam. Para além de uma bacoquice redutora (estudantes há-os de todas as idades e feitios), quem diz isto são os mesmos que não se coíbem de encher as ruas de Coimbra aquando dos cortejos da Queima e da Latada ou de assistir aos concertos das mesmas. Aquilo de que se trata aqui é de direitos fundamentais à expressão, à liberdade e à educação, ou seja, livres de qualquer necessidade de merecimento.

Esta é a extrema simplicidade do que está em causa. E esta proposta, com um efeito perturbador gigantesco e uma garantia de credibilização segura, surge num momento extremamente conveniente. Primeiro, ainda não há entraves de uma organização iniciada que impeça o cancelamento (ainda nem sequer foram eleitos os Comissários e não há contratos comerciais celebrados). Segundo, a repressão policial voltou depois dos tempos negros do final dos governos Cavaco: os estudantes voltam a ser identificados como um grupo de desordem social a reprimir e prevê-se até a aprovação de um regime disciplinar específico para os estudantes que se manifestem! Quando se visa assim restringir garantias constitucionais, é porque os detentores do poder repressivo deixam de se sentir seguros no seio quente das suas formalidades representativas, ou seja, estamos perante um enfraquecimento político – alturas ideais para uma agilização do movimento estudantil, para a criação de consensos, conversações entre representantes estudantis com grupos políticos e demais sectores de influência (sindicatos, associações, grupos culturais e artísticos, movimentos cívicos, etc.).

É necessário que o Conselho de Veteranos (que, no início da mesma Magna em que se aprovou esta moção, declarou a sua união com a luta estudantil) compreenda que insistir na realização da Queima ou qualquer meio-termo de celebração é desbaratar este momento privilegiado da luta estudantil: com um Governo em deterioração progressiva, que não reúne o consenso dentro do próprio partido da maioria, com um senado a refugiar-se cada vez mais no conforto ou no temor, o movimento estudantil pode avançar nestes meses o que não avançou em anos. Optar pela Queima com base em critérios económicos será pouco corajoso, mantê-la por causa da praxe será simplesmente incompreensível.

É verdade, o cancelamento da Queima das Fitas terá repercussões a nível interno da AAC, implicando um sacrifício financeiro pelas secções culturais. Mas quando um órgão coloca o seu funcionamento regular acima de tudo, mesmo dos princípios que basearam o seu surgimento, ele deve pensar em desistir de ser o que é. Nalguns momentos, é preciso escolher o sacrifício. Este é um desses momentos.
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