Este blog está encerrado.

O autor continua a publicar em http://jvnande.com.

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a advocacia faz mal às cabeças

Antes dos Óscares, mandei SMS's a quatro amigos com quem costumava passar a noite a ver a cerimónia. Um não me respondeu, outro perguntou-me se tinha filmes preferidos, outra disse-me, enternecida, que também se tinha lembrado da mesma coisa durante o dia e o quarto disse que as noites de sexo é que eram e assinou como O Bom.

o joaquim nando

Na quarta e quinta-feira passadas, dei duas aulas aos alunos do curso de Escrita Criativa da Academia - Escola de Audiovisuais. Um dos exercícios que propus foi o de pegar na personagem deste conto e, em 45 minutos, escrever o embrião de blog que ele teria feito ao longo da vida. Cada um dos quatro alunos ficou com uma década diferente (tendo em conta que a personagem teria nascido em 1970) e não sabia o que é que os outros estavam a escrever. No final, julgo que resultou bastante bem. Dêem uma vista de olhos.

a música não era imbecil em 1994

a pergunta


Porque é que isto, que em Lisboa se compra pelo nome de "boina basca", se chama "boina galega" na minha terra?

a trova do vento a passar pela amália

Na minha opinião, depois de se ouvir isto, fica-se com a sensação de que a Amália Rodrigues fez um nó cego à entrada da grande área ao Adriano Correia de Oliveira e meteu golo como se fosse a coisa mais simples do mundo. Mas isso é só a minha opinião.

a curiosidade

Já escrevi para a cabra e agora escrevo para o bode.

a entrevista a godard no tempo do desprezo

a mudança

o problema de seguir muitos podcasts

Criar pastas "A Ouvir" dentro de uma pasta "A ouvir".

a entrevista

No Ípsilon de 8 de Fevereiro (que eu não comprei e só li hoje porque consegui fazer uma pausazinha para café aqui), há uma entrevista com Sylvester Stallone em que este diz que "a mudança só pode ser boa, é como fazer uma limpeza, vermo-nos livres das velhas ideias e arranjar algo de novo". Curioso, uma vez que ele falava de John Rambo, a terceira sequela de First Blood, de 1982. Mas a pergunta final é "Pertence a alguma fé ou religião" e Stallone redime-se respondendo "Frequento um ginásio". É assim mesmo.

a conversa

João Nunes, presidente da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos, máximo guru cibernético português das questões de guião e, no geral, um tipo porreiro, vai ser um dos convidados hoje no programa Câmara Clara.
O tema foi o paralelismo entre screenwriters e speechwriters, cinema e política, ficção e realidade. Falou-se da greve dos argumentistas, das eleições americanas, do regresso do western, de Philip Roth e do "governator".

a polaroid

Um ano depois de parar a produção de câmaras, a Polaroid terminou a produção de filme. A fotografia instantânea acabou.

via Conscientious.

a colaboração

O manuel a. domingos desafiou-me a escrever sobre Charles Bukowski. Está aqui.

a mudança de casa de francisca moreira

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Francisca Moreira esteve vários anos na perspectiva de mudar de casa e um dia virou-se para mim e disse-me naquele seu jeito tão próprio de começar as frases como se fossem cartas: "Caro Jorge Vaz Nande, eu estou aqui tentada por uma Miami real estate, uma Phoenix real estate ou mesmo uma Portland real estate", ao que eu digo "Meu Deus, e tu que ainda na semana passada não te calavas com o Calhabé real estate...". Claro que nesse momento Francisca estava sob o efeito de um dos numerosos barbitúricos que ela consome como se fossem Matutanos e eu não consegui evitar a chalaça "Tomas tantos barbitúricos que um dia ainda te crescem barbitanas!". Francisca olhou-me, em silêncio, mas com uma tremideira na ponta do lábio inferior. Nesse preciso momento, Jerónimo descobriu que a porta estava aberta e entrou. Tinha ouvido a minha chalaça no andar de baixo e ria-se descontroladamente, como uma hiena drogada. Eu e Francisca saímos de mansinho e deixamo-lo lá dentro, a dançar um bailinho da Madeira com o Atum e a Sardinha. Nós, hein?

a banda

Para quem gostou da ex-ama Jesca Hoop, aconselho também estes senhores, a quem ela andou a fazer primeiras partes de concertos - The Polyphonic Spree. Palavras brilhantes da Wikipédia em português:
O estilo musical não é bem definido, beira o grunge, contudo, os arranjos são fortemente influenciados pelo rock sessentista e por canções para crianças que Delaughter ouvia na infância. A banda consiste geralmente de um coral com 10 pessoas, uma dupla de tecladistas e de percursionistas, um baterista, um baixista, um guitarrista, um flautista, um trompetista, um trombonista, um violinista/violista, um harpista, um tocador de oboé e trompa, um tocador de theremin, e um técnico de efeitos eletrônicos.

Esta é a aparição que fizeram no Scrubs...


... e esta é uma grande versão de uma grande canção dos Nirvana.

o retrato


Jörg Colberg, do Conscientious, perguntou a uma data de fotógrafos o que faz um bom retrato. Obteve boas respostas.

a cantora


Esta senhora chama-se Jesca Hoop e, depois de se ter revoltado contra uma família ultra-religiosa mórmon, foi ama dos filhos do Tom Waits (interessado, senhor Andróide?) e em 2007 acabou por lançar Kismet, um álbum hiper-mega-fixe. É uma das minhas obsessões actuais e nada melhor do que espalhá-las como um vírus, não acham?

a piada

George W. Bush was in an airport lobby and noticed a man in a long flowing white robe with a long flowing white beard and flowing white hair. The man had a staff in one hand and some stone tablets under the other arm.
George Bush approached the man and inquired, "Aren't you Moses."
The man ignored George and stared at the ceiling.
George Bush positioned himself more directly in the man's view and asked again, "Aren't you Moses".
The man continued to peruse the ceiling.
George tugged at the man's sleeve and asked once again, "Aren't you Moses".
The man finally responded in an irritated voice, "Yes I am".
George asked him why he was so uppity and the man replied, "The last time I spoke to a Bush I had to spend forty years in the desert".
David Minkoff, "The Ultimate Book of Jewish Jokes" (também aqui).

a canção

Eh pá, imagino isto a ser feito aqui em dois dias só porque um músico decide participar activamente numa campanha política. Iniciativa do tipo dos Black Eyed Peas (que têm uns álbuns porreiraços do pré-where is the love, procurem nos rapidshares da vida) que acaba por meter a Scarlett Johansson a cantar - o que até lhe deve vir a calhar para promover o álbum novo -, a Pussycat Doll que se punha mais à frente, um gajo que se chama "Legend" (o que nunca é de confiar), o miúdo preto do Smoke, vocês sabem, o que fodeu os charutos ao Auggie Wren, e o primeiro namorado drogadito da Claire dos Sete Palmos de Terra.. eh pá, até está aqui a gaja que era mulher do tipo com quem a doutora Grey está sempre a começar e a recomeçar (ao que me dizem, essa é a principal característica desse polémico seriado)! Até a barraca obama...

sobre a luciana abreu

Nada a acrescentar a isto.

o futuro

No filme dos Quase Famosos, a irmã do miúdo sai de casa e, antes, dá-lhe a sua cópia do Tommy e diz-lhe que, quando o ouvem, as pessoas podem ver o seu destino. Mas eu ouvi o Tommy hoje no comboio e a única coisa que me surgiu foi o pica a pedir o bilhete. Será esse o meu destino - ser pica, pedir bilhetes? A reflectir.

A propósito, alguém se lembra do difícil que era procurar the who no google aqui há uns anos? Sem aspas, era mesmo muito difícil!

o cantor

É fodido, mas só aos 27 anos é que começo realmente a querer ouvir Jeff Buckley. Há dez anos, soava-me demasiado, não sei, meloso não é a palavra certa, mas é por aí. O rock, para mim, naquele momento, não passava por aquilo. Mais tarde, depois de ter experimentado, por qualquer razão, vinha-me demasiado colado a Tindersticks e outras coisas que detesto, por isso, ainda não foi dessa vez. Também não ajudou que Leonard Cohen, mencionado ou não no Unplugged dos Nirvana, nunca me tivesse convencido, principalmente porque uso de sintetizadores nos anos 80 foi sempre coisa para me fazer torcer o nariz. Talvez a janela de oportunidade só tenha começado a abrir-se depois de me ter afeiçoado a Nick Drake - principalmente e quase em exclusivo o Pink Moon, que, por motivos que não quero nunca descobrir, é dos meus discos preferidos para pôr a tocar enquanto arrumo a casa - e talvez só tenha ficado realmente aberta depois de ter vivido um bocado para poder curar, bem, dores de alma e melancolias pelo vivido. Verdade é que um dia pus isto a tocar e soube-me bem, levando a que agora o Grace ande a rodar muito aqui em casa - ainda não tenho paciência para estas merdas das velas e não sei que mais, mas pronto...

o bingo

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Para ser sincero, um dos maiores problemas de Francisca Moreira, para além dos gatos brancos e do facto de ter um sinal no braço esquerdo do tamanho do Malawi - o que, como acertadamente calcularão, significa que o braço é do tamanho de Moçambique -, é o de repetidamente se querer meter no bingo. Oh, como recordo com tristeza aqueles sábados de Outono em que, no meio de folhas levadas pelo vento, ela se virava para mim e para a Ana e dizia "oh, deus meu, preciso de entrar no bingo, jogar algumas linhas e beber quanto antes um farrapinho de leite". E nós dizíamos "Francisca, Francisca, tu só queres é festa e, com tanto bingo, um dia chegas a tia e ficas a andar à roda sem saber o que fazer!". Francisca caçoava, soltava um "ai" e subia a correr as Escadas Monumentais, marcando o ritmo de "Corações de Atum" com os pés. Nunca mais a víamos durante o dia, mas, à noite, enquanto preparávamos o jantar, ela aparecia-nos à porta a cantar o fado, com o cabelo rapado e um gato agarrado à cintura magra. O que era muito desconfortável, pois em Coimbra o fado é coisa de homens.

o alan moore

Via BoingBoing: Se The Mindscape of Alan Moore só tivesse um mérito, seria o de demonstrar que o retratado não é nenhum palerma. Moore é crítico, coerente, profundo e muito interessante.

a trama

A Trama é uma livraria simpática, acolhedora, confortável - e que tem a Byblos muito perto, mas a Byblos prometeu mais do que aquilo que pareceu conseguir cumprir. Tenho passado por lá, bebo café, folheio livros, trago um ou outro para casa de vez em quando. Curiosamente, passei por lá quase inconscientemente no primeiro dia em que estavam de porta aberta (nem percebi muito bem se já estavam mesmo efectivamente abertos), espantado com haver uma livraria ali, num sítio onde passava quase todos os dias, e nunca ter reparado. Pensei "bom, se calhar, é mesmo nova", o que era bom - afinal, a minha distracção não seria assim tanta. Dias depois, a subir a rua, olhei pela janela e vi uma senhora velhota a ser confortada pela malta dona. Continuei a andar. Uma mulher corria lá no cimo. Consegui ainda cruzar-me com ela e funcionários do lar de terceira idade que, pelos vistos, funcionava para aqueles lados. A mulher disse "venham, ela está lá em baixo". Gosto de uma livraria que não está tão fechada dentro dos livros que não pode resgatar velhotas fugitivas de vez em quando e, se mais não houvesse, é refrescante estar num espaço comercial em cujo blog se pode escrever assim.

o saul williams (e o zack de la rocha)


Isto vi ontem num documentário bem interessante no Mezzo, "Congo Square", em que o Jean-Paul Bourelly tocava com a Cindy Blackman e o Santi DeBriano e o Archie Shepp. Um tipo improvisava scratch por cima de Saul, "estrela" de uma geração de spoken word dos anos 90 que incluiu também Maggie Estep e estes gajos todos. Em pesquisas, encontrei Saul a actuar com Zack de la Rocha na bateria - e sabia eu lá que o de la Rocha sabia tocar bateria! Sempre a aprender, afinal.

os pulhas

Diz João Vacas:
Há cem anos um punhado de canalhas assassinou cobardemente o Chefe de Estado deste país e o seu filho. Quase tão chocante como esse facto hediondo é o de, passado um século, ainda existirem pulhas disponíveis para justificar o injustificável. Meço as minhas palavras. Pulhas.
Realmente, Vacas tem razão: não há nada mais irritante do que esses pulhas que vivem presos no passado.

a lampreia

A lampreia é, em certos meios, normalmente masculinos, urbanos de origem rural, com alguma erudição gastronómica e levemente marialvas, um símbolo de bom gosto e de pertença a um grupo.
Compreendo perfeitamente.
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