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a deolinda

Tenho-vos a dizer que daqui a duas horas e meia conto estar a ver estes senhores na Fnac do Chiado e que isso me deixa muito contente.

a suave e justa indignação

o pós-coisa

Ainda assim, da catrefada de blogosferices sobre a revolução de 74, e sem desmerecimento de todas as outras, a que me ficou mais cravada no pensamento foi o apontamento que Vergílio Ferreira deixou no diário a 26 de Abril:
Vitória. Embrulha­‑se­‑me o pensar. Não sei o que dizer. Uma emoção violentíssima. Como é possível? Quase cinquenta anos de fascismo, a vida inteira deformada pelo medo. A Polícia. A Censura. Vai acabar a guerra. Vai acabar a PIDE. Tudo isto é fantástico. Vou serenar para reflectir. Tudo isto é excessivo para a minha capacidade de pensar e sentir.

a pergunta

Já viram o filme The Thing, do Carpenter?

Se não, tenham lá cautela, que eu vou dizer spoiler.

De certeza? Ok.

Não acham curioso que uma das personagens se chame Mac e que outra se chame Windows - e que o Windows não chegue vivo ao final do filme?

a cabeça do herman

Posso dizer que quem se lembrar disto é definitivamente dos meus.



E, se não se lembram, aqui podem reavivar a memória. Foi em meados dos anos 90, em noites de Verão. Era isto ou a Whigfield na discoteca...

o duo sãolindas e o trio odemira

O camarada J.B. Mota achou por bem, e muito bem!, dar-nos poesia . Em busca pela identidade das senhoras e, principalmente, do local de rodagem (aquilo é um arquipélago ou é estrangeiro?, ou é um arquipélago no estrangeiro?), descubro que os camaradas incontinentais já tinham mencionado o vídeo e que, como não havia de deixar de ser, tudo radica nesse Imperador Ming da música pimba alternativa que é o Bruno Raposo.

Porém, há uma coisa que eu sei que o J.B. Mota não viu e que, curiosamente, me foi apresentada já há uns três anitos precisamente pelo incontinental Roger The Shrubber. Para mim, esta letra é talvez a explosão popular lírica mais raivosa de sempre - é, definitivamente, uma das melhores canções de dor de corno alguma vez compostas. Nem o Tom Waits se consegue aproximar desta intensidade emocional! Além disso, nunca o disco sound pensou que conseguiria ser tão triste. Senhoras e senhoras, se ainda não conhecem, tenho o prazer de vos apresentar a Ana Maria.

a wikipedia

A grande vantagem da Wikipedia é só uma: nenhuma enciclopédia tradicional consegue responder tão depressa à necessidade permanente da novidade que resulta da actualidade comunicativa de massas. Nunca a Britannica teria tão rapidamente um artigo sobre o fenómeno 2 girls 1 cup, por exemplo. A Wikipedia é a enciclopédia da informação vulgar, cuja importância não tem de ser avaliada por pares. Ou seja, a Wikipedia é uma enciclopédia que olha para si mesma e não considera que valha muito. A inclusão nela de uma nova entrada nunca será notícia. Por isso, a notícia da sua versão impressa é um pouco estúpida. Ao passar para o papel, ela perde o que a distingue. Não será mais Wikipedia do que uma simples impressão.

a arma de francisca moreira

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Há já algum tempo que não falamos aqui das aventuras de Francisca Moreira, o que só pode ser visto como uma falha deste blog na satisfação do que dele se espera. Se há mulher de armas no mundo, essa mulher é ela. Esta evidência nem sempre é corroborada pelos factos, principalmente pela mania irritante dela para de vez em quando se comportar como uma andorinha e bater as asas até cair de rabo em cima do rally Paris-Dakar. No entanto, lembro-me daquela noite em que um vilão de bigode entrou na casa dela e ela gritou "Jerónimo, traz-me essa electric shaver já!" e nós, com o susto e a pressa de deter o vigarista parte-candelabros, obedecemos logo. Francisca pegou na electric shaver, ligou-a à corrente e, mal ouviu aquele barulhinho que faz nhnhnhnhnhnhnh, o malandro, que entretanto já estava em cima de um móvel a tirar macacos do nariz e a atirar-no-los para cima, gritou "raio, tinha logo de entrar na casa de Francisca Moreira e a sua electric shaver!" - assim mesmo, com links e itálico e tudo! O vilão pôs-se em fuga e nós dissemos "bolas, Francisca, que és malandra com essa coisa". Ela soprou o fuminho que saía da máquina, arrumou-a e, desde então, nunca mais disse os esses da mesma maneira...

o sono

Sabemos que estamos com o sono em atraso quando reservamos o feriado para descansar mais do que o habitual e ainda assim acordamos quatro horas depois do estávamos à espera.

a glória, 3

De vez em quando, este indivíduo - - podia ser encontrado no IRC com o nick Obsidian.

a glória, 2

O maior feito deste indivíduo - - no que diz respeito à competição em MtG foi a passagem para o segundo dia do Grand Prix Porto 2000, embora ele confesse que um top8 nos regionais à custa de um dado também tenha sido um momento alto.

a glória

Este indivíduo - - foi dos primeiros a jogar Magic em Santa Maria da Feira. Mas esta afirmação pode não ser inteiramente verdadeira.

o vídeo


A minha consideração por esta senhora, que era 0, foi multiplicada por 10 (vídeo daqui).

o perfil

Maníacos das redes sociais, criei um perfil no Facebook. Se me conseguirem explicar para que é que isto serve, agradeço, mas fica o recado dado, seja como for.

o site

Se forem a www.jvnande.com, vão encontrar um visual renovado e novos textos em jeito de prendinha. Aspecto com conteúdo, portanto.

o público

Mais de metade dos leitores deste blog vê-o com Internet Explorer.



(já agora, é impressão minha ou a senhora no início do vídeo é esta?)

para toda a gente que passou pel'A Cabra aqui há uns tempos


Reparem nesta foto do Joe Louis que descobri aqui. Olhem-lhe bem para a cara. E pensem: R. Justi.

Não acham?

o artigo

If you force me to make my last weekend a microcosm of my existence, and what my existence means to you, then I'll tell you how it went and who I played. But first things first: It was an accident. I'm not some fucked-up star who couldn't deal. I could deal; I just couldn't sleep.
Isto já tem um mês e meio, mas a capacidade de um tipo para dar conta nem sempre está a par da dos demais para dar que contar. Este relato dos últimos dias do Heath Ledger é, acreditem, do melhor que já aqui recomendei. O que podemos pensar a partir dele é um passo em frente: se as vidas das celebridades são hoje assumidamente (mais ou menos) construídas e representadas para alimentar dados segmentos da comunicação social - se são ficção -, porque não ficcionar os espaços em branco que nelas surgem?

a espera

Eu sei quem se vai candidatar à liderança do PSD: José Mendes, um eminente militante do partido e criador de gado taurino da região do Barroso.

Antes de o fazer, no entanto, vai fazer todas as suas vacas - mais de trezentas! - desfilar perante si, uma a uma. E só depois de todas passarem é que ele se vai oficialmente inscrever como candidato.

É que, tal como Menezes, ele vai esperar pela vaca do fundo.

as palavras

Parece muito claro que Luís Filipe Menezes é candidato à liderança. Diz que não está na corrida, mas não diz que não estará na corrida.
Estas palavras do repórter da Sic Notícias não deixam de revelar algo sobre este pequenino mundo onde vivemos.

a concentração

Felizmente, só conheço uma pessoa que ouve as Variações Goldberg do Glenn Gould no trabalho para se concentrar. Detesto esses sacanas emproados que andam para aí a ouvir música clássica como se fosse a oitava maravilha do mundo.

Infelizmente, eu sou essa pessoa.

a ópera

Hoje fui à ópera e juro por tudo que, horas antes, vi o actor que faz de vilão a ser impedido de passar à frente de uma fila de pessoas no eléctrico.

Por qualquer razão, depois não o achei muito ameaçador.

o pensamento

Já tiveram aquela sensação de que o mundo só poderia ser radicalmente justo se as semanas tivessem mais um dia no fim-de-semana? Se bem que todos sabemos que, se houvesse mais um dia, poderosos patrões (os mesmos que conhecem os melhores locais para os aeroportos e os comboios e isso) pressionariam os Governos para que servisse para o trabalho - mas já sentiram isto, não sentiram?

o tri 2: acapulco

Enquanto ainda tenho o filme na cabeça, tomem lá uma bela versão da minha canção preferida das Basement Tapes, interpretada por um senhor chamado Jim James e pelos Calexico. Aparece no segmento mais mágico e desconcertante do filme, o do Billy The Kid.

o tri

Hoje foi o dia de poder dizer que já vi os três filmes que mais me interessaram nos últimos tempos: depois de There Will Be Blood e de No Country for Old Men, o tri foi com I'm Not There. E dou veredictos. O primeiro é aquele que mais vontade tenho de rever. O segundo foi pacato visto e inquietante reflectido. O terceiro é muito mais um filme de Dylan do que o demasiado lambe-botas Masked and Anonymous, de que já falei aqui. É necessário conhecer algo da vida do cantor antes de partir para isto (o documentário do Scorsese é o melhor; uma data de citações reais são repescadas por Haynes), mas a multiplicação dos actores, se não fosse por mais nada, vale por uma coisa: o reconhecimento de que Dylan não é uma pessoa, mas todas as referências e influências que arrastou consigo enquanto ia afirmando a sua autoria. É o melhor: afinal, se há coisa que o homem fez ao longo do tempo foi dizer que ele não importa muito fora da criação.

o hodg-man

a treva 3

Reality que se preze tem desculpa culta. A do Big Brother era o "interesse sociológico". Andou tudo a fugir a encontros nocturnos porque queria ir para casa ver o bê-bê, mas ninguém confessava que era para ver quando é que aparecia a porra e a porrada. Não, era por causa do "interesse sociológico". Project Runway tem como desculpa o acompanhamento do processo criativo. A Operação Triunfo também. Mas naquele os concorrentes podem ser filhos-da-puta uns para os outros e na Operação Triunfo, desde que ande tudo a cantar feito parolos, são todos uns santos. E a verdade é que um design original feito com alfaces vale mais do que a quinquagésima versão de uma canção da Mariah Carey.

a treva 2

Comparado com os realities cá do burgo, Project Runway é a Ilíada. Ao vê-lo, já se começa a perceber como a realidade leva de volta à ficção.

a treva

Um homem chega a casa tarde e com uma cópia baratinha do Look Back In Anger. Quer aproveitar a noite, escrever, ler. Mas depois o Project Runway começa.

o acordo ortográfico.

O primeiro culpado é o Egito Gonçalves.

a piadola

Simpático da Ler, deixar que Carlos Castro escreva no blog. Fui eu que disse?...

o livro


Este é o vídeo promocional d'A Caravana, livro de um dos melhores bloggers portugueses (que ainda hoje me faz descobrir que Pessoa gera ódio em americanas).

a rouquidão

Filipe La Féria e Jorge Silva Melo conversando.

A erva

Digam lá se não é provavelmente a cena anti-Bush mais subversiva que já viram...

ANDY
Fuck... well, ah... I'm not going to Iraq to fight in some bullshit war about oil-money.

DOUG
'Bullshit war'? What about 9-11? Didn't Iran hide the terrorists?

ANDY
We're fighting a war in IRAQ, Doug. And neither country had anything to do with blowing up the World Trade Center.

DOUG
Well... They both have sand.

ANDY
Bush invaded a sovereign nation in defiance of the UN. He's a war criminal and now I'm suppossed to be one of his disposable thugs with a fucking target on my head in the middle of the desert, waiting to be blown up by a car bomb, rigged by a 12 year old who loved 'Friends' and Metallica until one of our missles blew up his house?! I don't think so.

DOUG
They had weapons of mass destruction!

ANDY
THERE WHERE NO WEAPONS OF MASS DESTRUCTION!

DOUG
No? Well, whatever. Look, I got a lot of shit to do...

ANDY
You name me one thing you have to do that's more important than the corporate takeover of our democracy.

DOUG
I gotta take a shit.

ANDY
You gotta help me, man.

DOUG
I will. I will. I'm gonna put one of those yellow ribbon-stickers on my car. For you.

ANDY
How can you be so blindly pro-Bush?

DOUG
I like his wife Laura. Used to buy weed from here at SMU.
Good shit! Good shit...

as imagens

Aquilo de que gosto muito especialmente nesta e nesta fotografia do Raul Costa é que ele não está a fotografar os objectos centrais, mas o espaço vazio à volta deles. Pergunto-me se ele próprio se aperceberá disso.

a maca


Ultimamente, este blog está demasiado no tom "olhem lá tanta coisa que eu faço", mas impõe-se. A MACA foi lançada ontem em Coimbra e lá escrevo sobre O Vírus da Vida, de JP Simões. Não deixem de a procurar!
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