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os jogos

Meus caros: sabem aquele tipo de coisas que despertam tantas lembranças boas que até estão dispostos a pagar um bocadinho mais só para poder tê-las de novo? Então, imaginem que descobrem um sítio onde podem tê-las de graça. Se o amigo leitor gostava de jogar MegaDrive da Sega, este é o site para si!

O crédito

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Já escrevi em várias oportunidades anteriores que o crédito mal-parado, quer do lado da oferta, quer do lado da procura, pode ser um veneno corrosivo (as excepções não o são bem, porque fazem-se num quadro diferente) . O que estes senhores fazem é oferecê-lo ao nível empresarial e através de um site muito pouco sedutor.

O que resta dizer é que, ao contrário do que já me foi apontado, eu não tenho nada contra quem pede um crédito e muito menos contra quem fica numa situação desagradável por causa disso mesmo. Tenho, sim, algo contra o luxo e, mais ainda, contra o fabrico da necessidade, quer de um, quer de outro. Ora, eu reparo que, se os consumidores fabricam a necessidade de luxo (por definição, não necessário), as linhas de "crédito fácil" baseiam a actividade precisamente no fabrico da necessidade do crédito, num raciocínio muito semelhante, por exemplo, ao das TeleVendas. Como dizia o Jerry Seinfeld numa piada já clássica, quem é que nunca pensou enquanto via televisão às duas da manhã "eh pá, dava-me mesmo jeito aquela faca que corta sapatos"? A entrega de dinheiro anunciada como "sem perguntas, por telefone, na hora" cria o mesmo tipo de apetência: de certo modo, faz nascer no espectador a disponibilidade, até aí inexistente, de ponderar essa opção. E eu acho que isso não é legítimo.

o partido

O CDS-PP é giro, porque é quase como a Guiné-Bissau: esta tem guerras civis, aquele tem guerras pipis.

O desafio

Já experimentaram procurar músicas da The Band no Souseek? Tem o seu quê.

Já agora, às vezes, perguntam-me porque é que prefiro Bob Dylan e os afro-americanos dos 60 e 70. Eu explico: é por causa disto.

o filme

Não vou falar de "Scoop", que ainda não vi, mas de "Match Point", que, admito, só vi esta semana pela primeira vez. Sim, é um grande filme, mas não posso acompanhar o coro no que toca à surpresa e à renovação. Allen saiu do habitat nova-iorquino e isso justifica realmente a atenção maior, pois obriga a colocar a pergunta sobre o que é mesmo essencial na sua obra. Prova feita: não era, apesar de tudo, a cidade, mas o quadro de relações criadas no seu seio. A cidade mudou, as relações continuaram. No entanto, continuo a não perceber porque é que se gosta tanto de "Match Point" que, sendo bom, tem filiação directa em "Crimes e Escapadelas" (o tom deste é menos pesado, mas a conexão é óbvia), e não se gosta de "Melinda e Melinda" que, para mim, é bem melhor do que, por exemplo, "Através da Noite", nem que seja pelas interpretações de Radha Mitchell e - sim - de Will Ferrer. Este, como Pedro Mexia apontou no seu artigo da da semana passada, até pode imitar Allen, mas fá-lo de modo muito mais esbatido e muito menos irritante do que Kenneth Branagh em "Celebridades" e Jason Biggs em "Anything Else".

"Match Point" é poderoso e é do melhor que Allen fez, mas, como não sou dos que menoriza toda a sua obra recente (enfim, "Vigaristas de Bairro" não tem grande escapatória), também não me parece que haja um espaço intransponível entre ele e o resto.

o poema

Traduzi o poema "In the Kingdom of Poetry", de John Yau, que desenvolve a "Procura da Poesia", de Carlos Drummond de Andrade. Aqui o têm:
No Reino da Poesia
(a Carlos Drummond de Andrade)

Não escrevas poemas
sobre ti.

Não chames a atenção
para o que revelas

ou faças confissões.
Mesmo se tencionas

expiar a dor,
ultrapassar a culpa,

acalma a
raiva compreensível,

não escaves
o luto da tua mãe,

tormento sexual do irmão,
ladroagem da irmã,

auto-ódio do pai,
fortuita carta astral de padrasto.

Sentimentos não são poemas.
Parentes, devem-se deixar

onde se encontram,
num bueiro

ou caixa registadora.
Não escrevas poemas

sobre outros.
Deixa de fora maridos,

divorciados, alcoólicos,
adolescentes borbulhentos e enfermeiras.

Já existe demasia
de maus argumentos de filmes.

esquece amigos
e inimigos,

aniversários
e momentos especiais.

Alguém no negócio dos postais
já cobriu esses tópicos.

Não escrevas sobre
o que acontece no mundo,

a criança perdida
e os restos humanos,

a praia em chamas
e a página engolida,

o quinquagésimo
discurso do presidente.

O que aí aconteceu
não é um poema.

Não tentes provar
o sensível que és.

Outros já
reclamaram ser plantas.

Não é necessário demonstrar
o insensível que és.

pois isto é já
um facto incontestável.

Não escrevas poemas
que liguem

um evento comum
na tua vida

– barbear, ajustar o soutien, andar de metro
admirar pôr-do-sol especialmente pitoresco –

a um momento histórico significativo
– pogrom, fome, exílio, assassínio –

ou a um mito – estupro, ciúme ou rejeição -
na verdade a qualquer coisa com tema.

Poemas não são dissertações
apresentadas em conferências.

Não cantes as maravilhas da cidade
nem alistes as virtudes da vida rural.

Não fales de cisnes,
mortadela, secura dos olhos,

ou filósofos de uma orelha.
Piqueniques e pinturas não são poemas.

Não recorras ao drama
ou à mentira.

Não partas
da tua ânsia.

Devem-se deixar os segredos
onde estão.

Não te levantes
num teatro em chamas

e proclames
“ninguém ouve a poesia.”

Não escrevas poemas
sobre poetas

que são mal pagos.
Deita fora

as memórias,
enterra os teus espelhos.

a crítica

Esta crítica de José Mário Silva, que já saiu há algumas semanas no suplemento do Diário de Notícias, inclui a sua apreciação do meu texto o escritor, o anjo das tetas grandes, a cara de quarenta anos atrás e o bebé caído (cuja primeira parte pode ser lida aqui). Não me cabe responder à recensão literária, que obviamente respeito e considero. Mas não posso deixar de responder àquilo que, na minha visão, ultrapassa esse nível. Quando José Mário Silva diz que o texto padece de concursite e classifica os sintomas de tal doença como sendo o "[esbanjamento da] energia dos seus autores na busca de uma originalidade a todo o transe, capaz de impressionar o júri de selecção e encher o olho ao leitor", já não está a formular um juízo literário. Por um lado, está a extrapolar uma intenção, o que é sempre um risco. Por outro lado, julga moralmente (como "errada", "negativa") essa intenção extrapolada e atribui-a a um sujeito.

Não importa aqui muito o facto de a minha intenção não poder estar mais longe da delineada por José Mário Silva. Aliás, não acho que, à partida, a intenção de um autor seja assim tão importante para a discussão da sua obra. Mas, exactamente por isso, creio era escusado para José Mário Silva, crítico literário, entrar por um terreno que de literário não tem nada. Enquanto autor, isso não me ajuda e parece-me um caminho demasiado fácil.

Os livros

a excomunhão

Acho bem que expliquem os perigos do aborto às pessoas, principalmente a nós, os mais velhos, que nunca estudámos. O que sabemos é através daquilo que vemos na televisão.
Tenho pena da Sra. Piedade Godinho, de Castelo de Vide. Para além de pensar que a excomunhão é um dos perigos do aborto que mais importam, só tem a televisão como alternativa ao cónego Tarcísio Alves.

Será que sou excomungado se disser que o cónego Tarcísio Alves é um pateta e que as suas palavras estão para a discussão sobre o referendo como o terrorismo para a política internacional?

a cinefilia

Se não me engano, foi João Lopes, num artigo da última Premiere, que escreveu algo como a superioridade das séries norte-americanas e a sua disponibilização em DVD anunciar uma substituição - ou talvez um "upgrade" - da cinefilia por uma "sériefilia". Sobre o futuro dessa mesma cinefilia , debruçou-se João Lopes em Dezembro no seu blog (1,2,3). A minha opinião sobre "Borat" não é desfavorável como a dele, mas também não acho que o filme seja um marco de viragem na relação do público com o cinema (poderá provar que ela já mudou entretanto, mas não a provoca). Também não acho que os imbecis que importunaram o crítico sejam representativos de alguma coisa para além da sua própria imbecilidade.  Como cinéfilo, declaro publicamente que eles não me representam.

Eu acho que o futuro da cinefilia passará inevitavelmente pela actuação do espectador relativamente à obra. Com a facilitação do acesso às técnicas audiovisuais e de exibição permitidas pelos computadores e pela Internet, o espectador de cinema, no fim de contas, caminha para o abandono do seu papel passivo enquanto receptor na sala de cinema e para o de transfigurador da matéria fílmica, de reformulador da mensagem artística que o cineasta despoletou, mas não acabou. O YouTube potencia isto, mas podemos identificar a viragem na altura em que a edição não-linear se tornou a norma, em que se começou a digitalizar o negativo para montar no computador.

O mais curioso é que um dos primeiros exemplos desta expressão da cinefilia que vi veio do próprio João Lopes: a curta "Paisagens Intermédias" no DVD de "O Delfim" de Fernando Lopes, onde ele edita as imagens e sons deste filme com os de "Uma Abelha na Chuva", do mesmo realizador, salientando assim as linhas de continuidade entre as duas obras. Isto foi um anúncio do presente: hoje, já Quentin Tarantino e Robert Rodriguez promovem um concurso de trailers para o seu filme por estrear, já Lynch confessa o seu amor ao digital e à Internet, já se fazem filmes em segmentos não-lineares com David Straithairn. Entretanto, as curtas-metragens começam a ir para a Internet, não de forma pirata, mas legitimamente, pelos próprios festivais - repare-se no Fotogramas en Corto, no Notodofilmfestival, no próprio festival de Sundance! - ou em sites de exibição directa on-line.

A aproximação, e consequente confundibilidade, entre criador e espectador e a maleabilidade do material fílmico por este parecem-me os caminhos futuros do cinema. A apropriação mental da gramática audiovisual finalmente foi acompanhada pela disponibilidade técnica da montagem. E isto não põe em causa o amor - a filia - do cinéfilo. Afinal, no Brasil, até já há quem queira fazer dele lei...

o aborto 5

Mas, porque a Comunicação Social gosta muito de passar as histórias da adolescente que abortou e da adolescente que teve um bebé e não gosta tanto de pensar, eu volto a perguntar: o que acontece se o "sim" ganhar, mas a Ordem dos Médicos continuar a considerar deontologicamente incorrecta uma intervenção que, com a mesma lei, os médicos espanhóis praticam de modo pacífico há já muitos anos?

o aborto 4

Dito isto, que fique bem claro que eu odeio a ideia de uma mulher ter de abortar. Sinceramente, sempre que alguém tem que fazer a penosa decisão de desistir da maternidade, eu acho que falhamos enquanto civilização. Não porque existe ou não existe uma hipotética vida, mas porque não se soube educar para a sexualidade, porque não se garante a estabilidade social, porque se distribui desigualmente o rendimento e é preciso pôr o rendimento tão à frente das opções familiares.

Agora, eu também conheço quem tenha interrompido a sua gravidez e sei que isso não é algo que se faz com a facilidade de quem decide ir comer um gelado ao café da esquina. É uma atitude de grande abnegação e sofrimento, principalmente para quem não quer deixar de ser mãe mais tarde. Como pode uma sociedade equilibrada reputar como criminal uma conduta que, na esmagadora maioria dos casos, é tão susceptível de perturbação para a própria "criminosa"? Eu acho que não pode e espero um dia ser cidadão numa comunidade que também entenda assim.

o aborto 3

O curioso dos movimentos pelo "não" é que dão a entender que a escolha é algo como "ok, amigos, a partir de agora, queremos que as mulheres tenham filhos ou deixem de ter filhos?" . Notícia, senhores: as mulheres já interrompem as suas gravidezes agora, e não nos sítios mais recomendados. Nós só vamos escolher se queremos que elas possam ser condenadas por o terem feito, desde que o façam num estabelecimento de saúde certificado. Só isso, senhores. Calma.

Mas, já agora, onde estão os senhores antes dos anúncios de referendos, pergunto eu? Não os vejo a a entregar assinaturas à porta das abortadeiras.

o aborto 2

You know who's really bugging me these days? These pro-lifers... You ever look at their faces?... "I'm pro-life!" "I'm pro-life!" Boy, they look it, don't they? They just exude joie de vivre. You just want to hang with them and play Trivial Pursuit all night long. You know what bugs me about them? If you're so pro-life, do me a favour - don't lock arms and block medical clinics. If you're so pro-life, lock arms and block cemeteries. I want to see pro-lifers at funerals openings caskets - "Get out!" Then I'd really be impressed by their mission.
Bill Hicks (set censurado em 1 de Outubro de 1993 pela produção do programa de David Letterman).

o aborto

Ouvido no telejornal, 10/01/2007: um defensor do "não" diz que "sem vida humana, o planeta Terra não existia". E eu até podia falar da agenda de trabalhos de Deus e do que aconteceu no sétimo dia, mas, na verdade, não tenho muita vontade...

o fim dos patinhas e o português em áfrica

Na "Os Meus Livros" deste mês: a Edimpresa, que publicava as edições portuguesas de livros Disney, vai acabar com as mesmas. Voltarão as edições brasileiras, presmo que com distribuição da mesma empresa ou grupo. Na minha infância, convivi com as duas e lembro-me de haver um momento em que as revistas tinham uma faixa verde e vermelha no canto superior esquerdo. Anos mais tarde, alguém na Federação Portuguesa de Futebol se lembraria de fazer o mesmo nas varandas portuguesas, mas isso não importa. É algo que se perde, sim, e um problema para a aprendizagem da língua. Isto é, pelo menos, aquilo em que eu gostaria de acreditar: tomando por verdadeiras as declarações da Edimpresa, e nada indica que não o sejam, o facto de o cancelamento se dever a "vendas inexpressivas" também leva a crer que as crianças de hoje vão buscar as leituras a outros lados. No entanto, o risco persiste.

Já agora, um desabafo: a edição fazia-se cá há 26 anos, idade que eu fiz em Dezembro. Talvez fosse melhor darem-me já um tiro de misericórdia, não?

Mais à frente na mesma revista, Fernando Sarmento, o fundador da Editora Morumbi (predecessora da edimpresa), diz que acha que o regresso das edições brasileiras é um "erro muito grave" e que "nós já estamos a perder o comboio da língua em Angola porque os brasileiros estão a ir para lá, a sua terminologia está a vingar". Isto é verdade, mas é também ilusão. Não só graças a uma maior identificação cultural, mas principalmente graças à força imensa de exportação comercial da sua cultura popular (principalmente televisão e música), o Brasil está a conquistar a África lusófona. Do mesmo modo, de resto, que conquistou Portugal há umas décadas. Isto não é uma luta entre o Brasil e Portugal pelos irmãos que estão a crescer: a influência portuguesa, pareceu-me, ainda predominava nas livrarias de Maputo quando lá fui em Julho, mas, naturalmente, cada vez mais deixará de o fazer, pois na discoteca ouvia-se muito mais música brasileira. Eu já ouvi falar em acordos ortográficos para deixar de haver várias línguas portuguesas, mas não sei de que modo, a que nível, este se impõe. Se for do gabinete do ministro, já se provou, não funciona. Prefiro que uma variante linguística se imponha naturalmente a que outra se perca artificialmente.

a companhia aérea

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Diz também que estes senhores fazem voos baratos de Lisboa para Londres. O chato é que, se eu quiser ir a Espanha ver se a minha propriedade ainda está torero-free, tenho de ir a Inglaterra e apanhar outro avião. Portanto, eu não recomendo a junção desta companhia com esta. A menos, é claro, que a propriedade esteja em Inglaterra. Mas, por outro lado, em Inglaterra não há toureiros. Então, para que me serve voar?

a bússola

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Ao que parece, este site permite comprar propriedades em Espanha. Não sei se traz touros incluídos. Mas garante-se que as propriedades estão livres de toureiros, o que já é bom. Não é piada. O abandono das tradições leva a que haja cada vez mais toureiros sem-terra em Espanha a ocupar propriedades onde se possam tourear uns aos outros. É uma vergonha. O governo Zapatero bem tentou acabar com isto, mas preferiu o casamento gay. Calcinhas justas por calcinhas justas...

a mudança

Uma vez que ando com pouco tempo para postar, muito para escrever e ainda mais para ler, vou mudar a rotina d'A Peste por uns tempos. Haverá só um dia para postar, que, em princípio, será o Sábado. Talvez mude depois para dois dias por semana. Talvez esta rotina não aguente muito tempo. Mas acho que, por enquanto, é o melhor a fazer. Então, até Sábado.

o texto

Graças à dica do André "Jamaica Man" Santos, descobri que o texto que escrevi para o site do festival IMAGO já está online. Infelizmente, a formatação original perdeu-se na transcrição, por isso, deixo aqui o texto em PDF. Não é que eu seja particularmente picuinhas nestas coisas, mas escrevi o texto à volta do tema da memória (o texto "jornalístico" já tinha ido para a Premiere) e isso não passa tão bem na versão html. Os textos de mais elementos do Júri Jovem estão aqui.

As tetas

É sempre bom saber que isto é uma das coisas que aparecem quando me googlo a mim próprio.

A descoberta

Hoje foi o dia de saber que nasci exactamente 19 anos depois de Bill Hicks.
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